domingo, 4 de setembro de 2016

Paraná – campeão do desmatamento da Mata Atlântica



A Mata Atlântica é o bioma predominante no Paraná, presente em 99% de sua área. Restam hoje 11,7% da vegetação original – um pouco menos de 2,3 milhões de hectares (ha). De acordo com os dados do último Atlas, divulgados em maio deste ano, foram desmatados, entre 2014 e 2015, 1.988 ha de florestas nativas no Estado, um aumento de 116% se comparado ao período anterior. Do total devastado, 1.777 ha (89%) ocorreram em regiões de florestas com araucária, espécie símbolo do Paraná e ameaçada de extinção.
Considerado o histórico dos 30 anos de monitoramento, o Paraná lidera o ranking dos maiores desmatados da Mata Atlântica com 456.514 ha destruídos, área que equivale aproximadamente à 11 cidades de Curitiba.
Além de Minas Gerais, Piauí e Bahia, o Paraná também se encontra em estado de atenção. Enquanto os três primeiros lideram a lista geral, o Paraná foi o que apresentou o aumento mais brusco, saltando 116%, de 921 ha de florestas nativas entre 2013-2014 para 1.988 ha no último período. 
O retorno do desmatamento nas florestas com araucária é o principal ponto de alerta, responsável por 89% (1.777 ha) do total de desflorestamento no estado paranaense no período 2014-2015. 
Restam somente 3% das florestas que abrigam a Araucaria angustifolia, espécie ameaçada de extinção conhecida também como pinheiro brasileiro.
Os dados completos e o relatório técnico poderão ser acessados no servidor de mapashttp://mapas.sosma.org.br.


Mapeamento inédito mostra retrato mais detalhado sobre a Mata Atlântica de Curitiba

12/08/2016
A Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgam hoje (12/8) dados inéditos sobre a situação da Mata Atlântica em Curitiba, no Paraná.
A partir de uma metodologia que reduz de 3 hectares (ha) para 1 ha a área mínima de identificação das imagens captadas por satélite, foi possível produzir um raio-x mais preciso, que inclui fragmentos florestais menores e em estágios iniciais de regeneração. A análise revela que o município tem hoje 3.666 ha, ou 8,6%, de sua Mata Atlântica original. Pela metodologia de 3 ha, considerava-se que este total era de 576 ha, ou 1,3%. Originalmente, 100% do município de Curitiba (43.541 ha) era coberto por Mata Atlântica.
Realizado há 30 anos, o Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica, que conta com patrocínio de Bradesco Cartões e execução técnica da empresa de geotecnologia Arcplan, inclui tradicionalmente apenas áreas mais preservadas, acima de 3 ha, por serem essas as capazes de manter a biodiversidade original.
Com a nova metodologia, mais inclusiva, foi possível considerar também áreas com vegetação de porte florestal que tenham sinais de alteração, como bosqueamento e clareiras, ou que ainda estejam em estágios iniciais de regeneração. “São pontos que, mesmo com menor grau de conservação, ainda exercem um papel importante no processo de proteção do solo e dos recursos hídricos”, explica Marcia Hirota, diretora executiva da Fundação SOS Mata Atlântica e coordenadora do Atlas. De acordo com ela, o mapeamento inédito é um presente para a cidade de Curitiba, que estará disponível para a sociedade e pode ajudar no planejamento de políticas de proteção e recuperação da Mata Atlântica.
A diretora observa também que com o detalhamento de 1 ha foi possível identificar áreas de remanescentes florestais nos maiores parques urbanos, que são representativos para fins de planejamento urbano e indispensáveis para melhorar a qualidade de vida das pessoas. “Esperamos que esse mapeamento, por facilitar o entendimento da ocupação do solo, dê suporte à gestão municipal de Curitiba em ações de conservação. Felizmente, a cidade já conta com o Plano Municipal da Mata Atlântica e diversas Reservas Particulares do Patrimônio Natural. Mas é importante que se invista na criação de novas áreas protegidas, corredores ecológicos e na recuperação de áreas estratégicas para a proteção da água”, conclui.

Carta Aberta aos Cidadãos de Curitiba e RM - Eleições 2016_ Confira nosso placar!

Confira o nosso placar: Candidatos a Vereador 16 X 0 Candidatos a Prefeito!
16 Candidatos a Vereador já confirmaram apoio integral as 5 medidas propostas pela APAVE para a área ambiental de Curitiba e Região Metropolitana!
Compartilhe a nossa Carta Aberta com o seu candidato!
Os nomes serão sempre apresentados em ordem alfabética:
Candidatos a Prefeito:
Nenhum
Candidatos a Vereador:
Campo Largo:
Cristiane Ferreira - Rede Sustentabilidade
Curitiba:
Ana Carmen Oliveira - PSC
André Machado - PT
Andrea Boiko - PV
Bernardo Pilotto - PSOL
Cristiane Lopes - PDT
Edilson Carlos Machado - PROS
Elaine Esmanhotto Bareta - PTB
Fabiane Rosa - PSDC
Goura Nataraj - PDT
Jean Sirigate - PEN
Lai Pereira - PSOL
Mauro Leno - PSOL
Rodrigo Crivellaro - PV
Thór Bertoleti - PEN
Tulio Filho - PDT
Curitiba, 05 de março de 2016 Carta Aberta Nr. 001/2016 Carta Aberta aos Candidatos a Prefeito e Vereador dos Municípios que Integram a Região…
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sábado, 27 de agosto de 2016

Gestão APAVE 2016-2018

Composição da Gestão da APAVE 2016-2018 


 Diretoria 
Presidente - Terezinha Vareschi 
Vice-Presidente - Carlos Ferreira 
Primeiro Secretário: Luiz H. Giublin 
Segundo Secretário: Dalmer Maffei II 
 Primeiro Tesoureiro: Arquiteta Ana Carmen Oliveira 
Segundo Tesoureiro: Juliano Barreto Correia

Conselho Consultivo 

Conselho Fiscal








sábado, 6 de agosto de 2016

Sábado -13/08 - Roda de Conversa com Proprietários de Áreas Verdes de Curitiba e Região Metropolitana


SE VOCÊ É PROPRIETÁRIO DE ÁREAS NATURAIS PRESERVADAS EM CURITIBA E REGIÃO METROPOLITANA VENHA PARTICIPAR DA NOSSA RODA DE CONVERSA SÁBADO, 13/08, DAS 9:00 ÀS 12 HORAS NA RESERVA AIRUMÃ.

UMA EXCELENTE OPORTUNIDADE PARA ESTREITAR RELACIONAMENTOS, CONHECER AS INICIATIVAS ATUAIS DA APAVE EM PROL DA MANUTENÇÃO DE NOSSAS RESERVAS E NOS UNIRMOS PARA CONQUISTAR MUITO MAIS!

CONFIRME SUA PRESENÇA!


segunda-feira, 6 de junho de 2016

Almoço de Confraternização em Homenagem ao Dia do Meio Ambiente

Confraternizar é essencial!




A APAVE esteve presente celebrando o Dia do Meio Ambiente junto aqueles envolvidos com a causa ambiental em Curitiba e mais além!













domingo, 5 de junho de 2016

Por que devemos reorganizar o movimento ambientalista no Paraná: Somente a sociedade civil organizada pode fazer frente a este problema que é de todos! Eloy Casagrande

Araucária tricentenária na RPPNM Airumã
www.facebook.com/ecoairuma
www.airumaestacaoambiental.blogspot.com

"A noite do dia 1º. de junho era fria e chuvosa, o tráfego caótico, no entanto, isto não impediu que cerca de 30 corajosos (as) se reunissem na Sala Tereza Urban do Escritório Verde, da UTFPR, a fim de discutir estratégias para a reorganização do movimento ambiental no Paraná. Ativistas, professores, estudantes, profissionais liberais, representantes da causa indígena, da área da saúde, de organizações não governamentais, dividiam a mesma angústia: o meio ambiente no Brasil continua sendo maltratado em nível federal, estadual e municipal! Ficou claro que apesar do aumento de consciência ambiental, há um sentimento de que estamos perdendo algumas batalhas e precisamos reagir. Temos razão de sobra para nos reorganizarmos diante das grandes ameaças que pairam sobre o que resta da natureza no Brasil.
Somente a sociedade civil organizada pode fazer frente a este problema que é de todos. Juntos somos mais fortes! A degradação ambiental coloca em risco as economias locais e a saúde das pessoas. Com solo, rios e lençóis freáticos contaminados por lixo e agrotóxicos, não há água e alimentos saudáveis. Com o ar mais poluído nas cidades, aumentam as doenças respiratórias e os gastos com a saúde pública.
Como disse, a pauta é grande, mas nem por isto deixamos de acreditar que podemos ter uma cidade, um estado, um país melhor! A crise ética na política, socioeconômica e ambiental, não nos dá outra alternativa: ou lutamos ou sucumbimos!
Em Curitiba, houve aumento de emissões de gases poluentes em 2012 e 2013, segundo o inventário divulgado pela prefeitura. Vivemos o paradoxo de sermos apontados como a capital com o melhor sistema de transporte público do país e termos o maior número de carros por pessoa; a “cidade ecológica” tem seus rios mortos sem um projeto para salvá-los e um Conselho Municipal do Meio Ambiente não representativo e inativo!
Como disse, a pauta é grande, mas nem por isto deixamos de acreditar que podemos ter uma cidade, um estado, um país melhor! A crise ética na política, socioeconômica e ambiental, não nos dá outra alternativa: ou lutamos ou sucumbimos!
Daqui para frente nos reuniremos regularmente e com certeza num grupo maior, com a bênção da Tereza Urban, a guerreira ambientalista, que há três anos nos deixou. Já vencemos outras batalhas, como a derrubada do projeto de uma termoelétrica a carvão que queriam construir em frente a Ilha do Mel, em 1997. Temos história e devemos tomar o destino em nossas mãos. Nada melhor do que na semana do meio ambiente isto acontecer! "
Eloy F. Casagrande Jr., pós-doutor em Inovação e Sustentabilidade, coordenador do Projeto Escritório Verde e professor da UTFPR , e coordenador do Centro Regional Integrado de Expertise em Educação para o Desenvolvimento Sustentável (Crie-Curitiba), da ONU.